Bolo Donauwellen


E quando queremos escrever e não temos ideias?
E aquelas vezes em que escolhemos uma receita e já estamos a pensar no cenário para as fotografias, e eis que chega o momento e nada do que tínhamos em mente é passado para cá para fora?
Pois eu estou nessa fase.
Idealizei um cenário bem diferente deste, totalmente,  mas no momento foi tudo posto de lado, as flores eram pequenas para a jarra que ia utilizar, a tigela que pensava que estava num armário simplesmente desapareceu e depois há o tempo que não estica e não houve mais nada a fazer, foi só apontar e disparar.


Mas depressa deixei de pensar nisto tudo quando a primeira garfada deste bolo foi saboreada, a combinação das duas massas com as cerejas já é tão boa, mas depois vem o creme e esse aí então é o culminar da perfeição, arrependo-me tanto de ter esperado este tempo para o fazer, e arrependo-me de não ter deixado a camada de chocolate ficar firme, mas se assim tivesse feito, hoje não haveria publicação.
E esta publicação é para mais um Sweet World, um desafio daqueles bem docinhos e que eu exijo a mim mesma estar presente, e depois da descoberta deste bolinho é que não posso faltar mesmo!


Bolo Donauwellen 
receita retirada do maravilhoso Coco e Baunilha

Bolo

  • 3 ovos
  • 140 gramas de açúcar
  • 100 ml de óleo vegetal
  • 1 colher de sobremesa  de extracto de baunilha 
  • 150 ml de leite 
  • 1 colher de sopa de leite 
  • 230 gramas de farinha com fermento peneirada
  • 2 colheres de chá de cacau em pó 
  • 200 gramas de cereja em calda 

Calda 
  • 1/2 chávena de chá de água 
  • 2 colheres de sopa de ginginha 
  • 1 colher de sopa de açúcar 

Creme 
  • 250 ml de leite 
  • 1 ovo
  • 1 gema 
  • 55 gramas de Maizena 
  • 100 gramas de manteiga à temperatura ambiente 
  • 100 gramas de açúcar 
  • 1 colher de chá de extracto de baunilha 

Cobertura 
  • 100 gramas de chocolate negro de culinária 
  • 50 ml de  leite 
  • 1 colher de sopa de manteiga 

Creme
Ferver o leite com metade do açúcar e o extracto de baunilha, deixar em infusão. 

Bater o ovo com a gema e o restante açúcar,  juntar a Maizena e bater mais um pouco. 

Juntar um pouco do leite em infusão e mexer muito bem.  

Acrescentar o restante leite e levar ao lume para engrossar, mexer vigorosamente com uma vara de arames durante uns 3 minutos.

Colocar o creme numa tigela e tapar com película aderente colada ao creme, deixar arrefecer até estar à temperatura ambiente.

Colocar o creme na batedeira e juntar uma colher de manteiga de cada vez, bater muito bem entre cada adição, o creme deve de ficar fofo, reservar.

Bolo 
Escorrer as cerejas cerca de 30 minutos antes de serem usadas, após serem escorridas polvilhar com um pouco de farinha e envolver bem.

Forrar com papel vegetal untado uma forma.

Bater os ovos com o açúcar e o extracto de baunilha durante de 10 minutos até obter um creme esbranquiçado.

Juntar o óleo e bater até ficar tudo bem ligado.

Acrescentar o leite alternadamente com a farinha e envolver com ajuda de uma espátula em movimentos suaves.

Colocar um terço da massa numa taça,  juntar o cacau em pó e a colher de sopa de leite.

Deitar a massa branca na forma e alisar bem. Espalhar a massa escura com cuidado de forma a cobrir a branca.

Espalhar as cerejas por cima e pressionar um pouco cada uma.

Levar ao forno pré-aquecido a 180ºC durante cerca de 35 minutos, ou faça o teste do palito.

Desenformar e deixar arrefecer completamente sobre uma rede de cozinha.

Calda 
Misturar muito bem a água com a ginginha e o açúcar.

Colocar novamente o bolo na forma e pincelar o topo com a calda.

Espalhar o creme por cima e levar ao frigorífico até ficar bem firme.

Retirar o bolo da forma e cobrir com a cobertura de chocolate, voltar a colocar novamente no frigorífico.

Cobertura
Derreter o chocolate em banho-maria, juntar o leite e a manteiga, misturar até ficar tudo bem ligado e um creme homogéneo.

Bom Apetite...

Mousse de Morango e Mascarpone


Apesar da chuva e do frio estamos na Primavera.
Já vi corajosos de chinelos e calções, confesso que tive tanta vontade de usar umas sandálias, mas depressa o entusiasmo passou.
Estamos em Maio e este mês nunca foi muito certo, portanto o melhor é mesmo não ariscar e continuar com os botins.


Mas há algo de mágico e belo nestes meses chuvosos de primavera, as flores, as árvores, tudo ganha tanta cor, se num dia as flores ainda não abriram basta uma noite de chuva para no dia seguinte tudo estar colorido, é deslumbrante ver campos cobertos de malmequeres, e as árvores cheias de flores rosas e brancas.
E depois há aqueles momentos em que apetece parar o carro e entrar pelos pinhais "roubando" um ramo generoso de flor de sabugueiro ou mesmo umas flores brancas, estas mesmo que preenchem as imagens...
Esta mousse foi feita a pensar no desafio lançado pela Marta do Intrusa na Cozinha, e aqui está ela, cremosa e com uma cor que me faz sempre sonhar...


Mousse de Morangos e Mascarpone 
receita adaptada da revista saveurs

  • 300 gramas de morangos 
  • 250 gramas de queijo mascarpone 
  • 200 ml de natas para bater
  • 50 gramas de açúcar em pó 
  • 3 folhas de gelatina 
  • 5 folhas pequenas de hortelã 
  • compota de morango a gosto 

Cortar os morangos em pedaços pequenos e triturar no liquidificador ou com a varinha mágica até obter um puré.  

Num tacho pequeno colocar o puré de morangos juntamente com as folhas de hortelã, levar ao lume até ferver. 

Colocar num recipiente com água fria as folhas de gelatina durante 15 minutos.

Retirar o tacho do lume e juntar as folhas de gelatina ao puré de morangos, mexer até a gelatina estar dissolvida, deixar em infusão 15 minutos.

Passar a mistura por um passador de rede e deixar arrefecer à temperatura ambiente.

Bater as natas juntamente com o queijo, acrescentar o açúcar em pó e bater até estar cremoso.

Com ajuda de uma espátula envolver o preparado anterior na mistura de morangos.

Dispor metade da mousse em taças, colocar colheradas de compota a gosto e cobrir com a restante mousse.

Levar ao frigorífico de um ia para o outro.

Bom Apetite...


Hot Cross Buns


Uns hot cross buns toscos, mas o aspecto nunca diz tudo, e estes são deliciosos.
A primeira vez que fiz estes pães doces já fez um ano, ficaram lindos, com uma cruz encantadora, assim que lhes meti a boca, disse tão mal do tempo que perdi com eles, ainda acreditei que poderiam ser melhores no dia seguinte, estava enganada, se  tivesse pontaria para basebol eram a bola ideal.


O tempo passou e nunca me mais me lembrei do desastre que foram esses hot cross buns, até que numa das edições do desafio Sweet World lá estavam eles, sabia que tinha que dar uma nova oportunidade,  e aqui estão eles, o que não sabia é que as minhas boquilhas do saco de pasteleiro têm uma abertura grande e isso fez com que as cruzes ficassem toscas, contudo aqui estão eles, e fizerem com que o meu lanche fosse mais guloso o que é sempre tão bom...


Hot Cross Buns 
receita retirada do livro 200 receitas de pão

Massa 

1 ovo batido
275 ml de leite
40 gramas de manteiga sem sal, amolecida
1/2 colher de chá de sal
2 colheres de chá bem cheias de mistura de especiarias (usei canela, noz-moscada e gengibre)
500 gramas de farinha T65
3 colheres de sopa de açúcar mascavado
2 colheres de chá rasas de fermento biológico seco
100 gramas de uvas passas

Cruzes 

50 gramas de farinha de trigo superfina
4 a 5 colheres de sopa de água
4 colheres de sopa de leite
2 colheres de sopa de açúcar

Colocar os ingredientes da  massa pela ordem indicada excepto as  passas na cuba da máquina.

Escolher o programa "Massa"  e juntar as uvas passas depois do sinal sonoro.

Quando o programa terminar,tirar a cuba da máquina e colocar a massa numa superfície de trabalho enfarinhada, dividir em 12 partes.

Dar a forma de  uma bola a cada uma das partes da massa e dispor num tabuleiro de forno separadas entre si.
Cobrir com película aderente untada, deixar repousar cerca de 30 minutos em local quente e fazer as cruzes.

Misturar as colheres de água com as 50 gramas de farinha, misturar bem até obter uma pasta.

Pôr num saco de pasteleiro a pasta obtida e fazer as cruzes na superfície dos  pães.

Cozer no forno pré-aquecido a 220ºC, durante cerca de 20 minutos, até crescerem e ficarem dourados.

Aquecer o leite com o açúcar até este estar dissolvido e assim que os pães saírem do forno pincelar.

Deixar arrefecer sobre uma rede cozinha.

Bom Apetite...


Brooklyn Blackout Cake


Dia de festa merece um bolinho, um docinho, algo doce para sermos mais exactos.
Hoje, festejamos três anos de That cake sweet, sim três anos, e que bons, posso mesmo dizer que docinhos eles foram.


Ao fim deste tempo todo tudo se repete neste dia, as palavras de carinho para todos que por cá passam, para os que não passam mas que sabem que gosto de fazer coisinhas docinhas e lá me mimam com objectos lindos ou ingredientes que tanto gosto.


Faço um apanhado destes três anos, e só vejo pessoas e momentos lindos, e uma aprendizagem cada vez maior, mas como em quase tudo existe um mas, hoje vejo que as minhas publicações andam escassas, já o sabia, e sim, fico triste com isso, e mais fico quando recebo emails a questionar se está tudo bem comigo, custa-me tanto responder que o culpado é a falta de tempo, aí penso comigo mesma; ora bolas Sandra falta de tempo? Sim, é isso, é querer estar presente em mais que uma actividade,dizer que sim aos outros e ao trabalho, e tenho que confessar que por cá faz-se menos docinhos, não, não, não entrei na moda do 100% saudável, e dos "free" não vejo mal nenhum em quem o faz, mas eu gosto tanto de manteiga, natas, e leite condensado, mas acontece que tivemos que reduzir todas essas tentações, e antes que me digam que também é possível deliciar-me com coisas boas e docinhas sem usar estes ingredientes, eu digo já que sei disso, mas não é a mesma coisa, pelo menos para mim não, e  por cá a vontade passa pelo equilíbrio, e não acredito que uma fatia de bolo ao domingo vá matar alguém...


Este bolinho é um 2 em 1, festeja estes três anos e vai directo para um desafio que é a minha cara, o Sweet World criado pela querida Lia e pela Susana.
O tema deste mês é o bolo, "Brooklyn Blackout Cake", visitando os seus blogues podem conhecer a sua história, mas o melhor mesmo é fazerem porque realmente é muito, muito bom, e uma terapia colocar as migalhas em volta dele!
Existem alguns pontos importantes nesta confecção; é fundamental fazer o recheio/cobertura antecipadamente para arrefecer, e fazerem o bolo várias horas antes de o devorar pois necessita de ser refrigerado.
A receita pede formas de 20 cm, mas como por cá só existe uma usei com 24 cm, daí o meu bolinho não ter ficado alto. 
Obrigada por estarem desse lado, e não façam cerimónias, podem levar a fatia maior...


Brooklyn Blackout Cake 
receita retirada do livro Baking Bible de Annie

Recheio e Cobertura 

75 gramas de Maizena
600 ml de leite, usei meio-gordo
300 gramas de açúcar amarelo
100 gramas de cacau em pó peneirado
100 gramas de manteiga sem sal cortada aos cubos
1 colher de chá de extracto de baunilha
1 colher de sopa de golden  syrup


Bolo 

180 gramas de manteiga cortada aos cubos
300 gramas de açúcar amarelo
50 gramas de cacau em pó
280 gramas de farinha
200 ml de leite, usei meio gordo
3 ovos médios
1 colher de chá de extracto de baunilha
1 colher de chá de fermento em pó
1 colher de chá de bicarbonato de sódio


Numa tigela pequena dissolver muito bem a Maizena em cerca de 100 ml de leite, reservar.

Num tacho colocar o açúcar amarelo, o cacau em pó, o golen syrup, e o restante leite, levar ao lume mexendo sempre até levantar fervura e obter uma mistura cremosa.

Juntar a mistura da Maizena, mexer sempre até o preparado apresentar-se cremoso e começar a engrossar.

Retirar do lume e acrescentar o extracto da baunilha e a manteiga, mexer sempre até esta última estar derretida.

Despejar a mistura e colocar numa taça cobrindo a superficie com película aderente, reservar.

Bolo

Pré-aquecer o forno a 190ºC.

Barrar com manteiga e polvilhar com farinha duas formas com 20cm, reservar.

Peneirar para uma tigela a farinha, o cacau, o fermento e o bicarbonato de sódio.

Bater a manteiga com o açúcar até obter uma mistura cremosa, adicionar os ovos um a um, batendo muito bem entre cada adição.

Juntar o extracto de baunilha e com a batedeira em movimento acrescentar aos poucos a  mistura dos ingredientes secos.

Adicionar o leite e misturar muito bem.

Dividir o preparado pelas formas e alisar o topo, levar ao forno cerca de 35 minutos.

Retirar, colocar as formas sobre uma rede de cozinha, passar uma faca em volta dos bolos e deixar arrefecer totalmente.

Desenformar, cortar os bolos ao meio longitudinalmente, obtendo 4 discos (obtive 3 devido ao tamanho das formas).

Triturar um dos discos no robot de cozinha ou com as próprias mãos até obter migalhas, reservar.

Colocar um dos discos no prato de serviço, cobrir com uma parte do creme, colocar o outro disco e cobrir o topo e lados com o restante creme.

Cobrir todo o bolo com as migalhas reservadas.

Refrigerar o bolo por algumas horas e retirar cerca de 15 minutos antes de ser servido.

Bom apetite...


Scones de Aveia


Saber que estamos em Março é pensar que os dias mais quentes em breve vão chegar, conseguir largar de vez o casaco grosso e comprimido, as meias trazidas da Serra que acompanham as noites destes últimos meses, os dias que se tornam mais comprimidos e com eles tudo é melhor.


Ás vezes fico na dúvida se prefiro a  chuva ou o vento, e estes últimos dias o vento tem sido tanto, forte e frio, custa andar na rua, toda a vontade passa por ficar dentro de casa e naqueles dias em que o sol vence, coloco-me à sua frente e nesse instante sinto-me tão bem,  revigorada será a palavra mais correcta.


Scones, sabem bem ao lanche, ao  pequeno-almoço e mesmo à ceia, sim, por mim podem ser servidos a qualquer refeição, gosto deles quentes, simples, depois de estarem frios é barrar com uma compota, e por cá até temos quem coloque uma camada de marmelada.    
Enquanto estes estavam no forno, o aroma da noz-moscada invadiu a cozinha e os elogios já estavam a serem dados mesmo sem sabermos o que de lá ia sair, ninguém se enganou, são realmente deliciosos.


Scones de Aveia
receita adaptada do livro Baking, Dorie Greenspan

1 e 2/3 de chávena de farinha de aveia
1/3 de chávena de açúcar
1 e 1/3 de chávena de flocos de aveia
10 colheres de sopa de manteiga sem sal refrigerada cortada em pedaços pequenos
1/2 chávena de leite frio com 1/2 colher de sopa de sumo de limão, deixar coalhar
1 colher de sopa de fermento em pó
1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio
1/2 colher de chá de sal
1/4 colher de chá de noz-moscada ralada no momento
1 ovo batido

Pré-aquecer o forno a 180ºC.

Forrar com papel vegetal um tabuleiro de ir ao forno.

Misturar muito bem o leite coalhado com o ovo batido,  reservar.

Numa tigela grande misturar a farinha de aveia, os flocos, o açúcar, o fermento em pó, o bicarbonato de sódio, o sal e a noz-moscada.  

Acrescentar a manteiga em pedaços, com os dedos de forma rápida misturar até obter uma mistura granulada.

Juntar a mistura do leite e envolver com um garfo, não misturar demasiado.

Colocar a massa numa zona de trabalho polvilhada com farinha,  formar uma bola, achatar um pouco e dividir em 6 porções em forma triangular.

Colocar os scones no tabuleiro,  pincelar com um pouco de  leite e polvilhar com os flocos de aveia.

Levar ao forno cerca de 22 minutos.

Retirar, deixar arrefecer sobre uma rede de cozinha.

Bom Apetite...

Granola de Maçã


Nada sabe melhor que começar o dia em volta de uma mesa com aqueles que mais gostamos. 
Nunca é fácil reunir todos, horários diferentes e a vontade de permanecer mais tempo no descanso nocturno fazem com que muitas vezes a minha companhia seja um livro ou revista.


Nos dias frios uma taça de bebida de soja ou avelã quentinha salpicada com canela são um deleite para o corpo, agarro bem para aquecer as mãos juntamente com um pão barrado com doce, e quando há vontade de algo mais doce uma fatia generosa de marmelada satisfaz o desejo. 
Gosto tanto desta rotina, gosto tanto de pão logo pela manhã que até agora nunca consegui mudar este ritual, na verdade em tempos deliciava-me com papas de aveia, mas era só porque me lembravam a cremosidade do arroz-doce, desisti voltei ao pão. 


Mas por cá existe quem não dispensa cereais ao pequeno-almoço e mesmo ao lanche, granola e muesli, misturados com iogurte, e esta granola é tão viciante, tão boa que às vezes dou por mim a ir ao frasco, sem iogurte ou leite, vai mesmo assim!


Granola de Maçã
receita retirada do livro Natural de Joana Alves

Puré de Maçã
500 gramas de maçãs
1/2 colher de sopa de sumo de limão
água

Lavar bem as maçãs e cortá-las em pedaços grandes, retirar os caroços.
Colocar as maçãs numa panela larga e cobrir com  água.
Levar ao lume e deixar ferver,  juntar o sumo de limão,  cozinhar em lume mínimo cerca de 25 minutos até as maçãs amolecerem.
Deixar arrefecer um pouco e passar com a varinha mágica até obter um puré grosso.

Granola de Maçã
250 gramas de flocos de aveia
100 gramas de trigo-sarraceno em grão
100 gramas de sementes de girassol
100 gramas de sementes de abóbora
100 gramas de amêndoas laminadas
100 gramas de lascas de coco
100 ml de geleia de arroz
60 ml de azeite ou óleo de coco
1 colher de chá de gengibre em pó
2  colheres de chá de canela em pó
1 pitada de sal marinho
1 maçã descascada e cortada em cubinhos
200 ml de puré de maçã (receita anterior)

Pré-aquecer  o forno a 180ºC e forrar  um tabuleiro grande com papel vegetal.
Numa taça grande misturar os flocos de aveia, o trigo-sarraceno, as sementes de girassol e de abóbora bem como a maçã em cubinhos.  
Acrescentar a canela e o gengibre em pó, voltar a misturar bem.
Numa outra taça misturar o puré de  maçã com a geleia de arroz, o azeite ou óleo de coco e o sal.
Juntar o preparado liquido ao seco, envolvendo muito bem.
Espalhar a granola pelo tabuleiro de forma uniforme e levar ao forno entre 30 a 40 minutos,  misturando bem a cada 10 minutos , até que fique dourada.
A meio da cozedura acrescentar as amêndoas e as lascas de coco e misturar com os outros ingredientes.
Retirar o tabuleiro e deixar arrefecer completamente, mexendo de vez em quando, antes de guardar em frascos herméticos.

Bom Apetite...

Bolinhas de Coco Marroquinas


O Natal já passou, mas os momentos bons devem ser recordados, faz-me bem, gosto de sentir que a cada ano que passa é sempre mais fascinante,  não me canso de dizer que é a  época do ano que mais gosto, a festa de família que me preenche e faz sonhar durante todo o ano.  
Consigo nestas recordações sentir o cheiro da canela nas rabanadas, o som dos frutos secos a serem partidos, a euforia do elemento mais pequeno com a chegada do pai natal, e a minha quando descubro um embrulho rectangular, e aí aposto para mim mesma que é mais um livro.  


Este Natal  não foi diferente, senti o cheiro de várias folhas novas, sonhei com o a nova história que iria ler de Lesley Pearse em poucos dias, fiquei com o coração cheio por ter mais um do saudoso Luís Miguel Rocha, deliciei-me com os outros cheios de docinhos, receitas que apetece fazer no momento, é folhear saltando folhas para depois com calma descobrir que afinal ainda existe uma sugestão melhor que a anterior. 


Este livro veio a ser presente de Natal  por mero acaso, é verdade que não me faz sonhar como tantos outros, mas conseguiu com que não parasse de sonhar com estas bolinhas de coco e com um creme de chocolate tão cremoso que só de olhar dá para sentir a textura!


Bolinhas de coco marroquinas, fizeram-me logo lembrar uns doces vendidos nas romarias no Norte os quais são unidos por marmelada, são dos meus favoritos, e estes são igualmente tão bons, só exigem tempo para conseguir moldar bolinhas de 7 gramas, as minhas tinham o dobro do tamanho, logo o dobro da gulodice!


Bolinhas de Coco Marroquinas 
receita retirada do livro Volta ao Mundo em 110 Sobremesas

Massa 
3 gemas 
1 ovo grande 
125 gramas de açúcar
2 colheres cheias de manteiga derretida 
80 gramas de óleo 
1 colher de chá de fermento em pó 
500 gramas de farinha 

Cobertura 
250 gramas de coco ralado 
1 frasco de doce de alperce de 375 gramas 
100 ml de água de flor de laranjeira 
100 gramas de açúcar 

Misturar todos os ingredientes da massa excepto a farinha, até obter uma massa cremosa.
Juntar a farinha gradualmente mexendo sempre até estar um preparado homogéneo.
Formar bolinhas de 7 gramas e colocar em tabuleiros forrados com papel vegetal, levar a cozer cerca de 12 minutos.
Retirar e deixar arrefecer sobre uma rede de cozinha.
Para a cobertura, deitar metade do frasco do doce de alperce numa caçarola pequena com duas colheres de sopa de água de flor de laranjeira e 80 gramas de açúcar
Deixar reduzir em lume brando, mexendo sempre com uma colher de pau até ficar um molho bastante compacto.
Colocar uma pequena quantidade do molho de alperce sobre a parte de baixo de uma bolinha e cobrir com uma segunda bolinha, repetir este processo até todas estarem "coladas".
Numa outra caçarola colocar a outra metade do doce de alperce com o restante açúcar e água de flor de laranjeira levar a lume brando mexendo sempre até o açúcar se dissolver.
Retirar, e passar cada bolinha pelo molho  e depois no coco ralado.
Bom Apetite....